Informativo Nº 45- Ano 7- 2006 www.brazilianfruit.org
 Edição                            Nº 42- Ano 7- 12/2006

Editorial!

O último Fruit News do ano faz um balanço da fruticultura, ressaltando as principais atividades desenvolvidas pelo setor para alavancar as exportações e agregar valor ao produto. O Mercanotas apresenta as oportunidades para os mercados emergentes e o Flash traz na íntegra a Instrução Normativa 67, que regulamenta a análise de resíduos para as frutas destinadas à União Européia. Esperamos que estas informações sejam úteis para o próximo ano e desejamos à todos um 2007 repleto de realizações e com ótimos frutos. Boas Festas!!!

Setor frutícola faz balanço de 2006

Desvalorização cambial, tributação, problemas na infra-estrutura brasileira, barreiras fitossanitárias, enfim, estes foram apenas alguns dos problemas enfrentados pelos fruticultores, que, apesar das dificuldades continuam despendendo esforços para garantir a lucratividade e acessar o mercado internacional.

O setor estima um aumento de 5% no valor exportado de frutas frescas este ano, fechando em US$ 480 milhões, contra US$ 440 milhões em 2005, o volume deve ficar em 830 mil toneladas, o mesmo do ano passado. As principais frutas exportadas que tiveram aumento nos seus embarques foram uva, limão, abacaxi e abacate . Maçã e mamão, frutas tradicionais na pauta de exportação enfrentaram problemas climáticos em 2006, acarretando a redução nas suas vendas externa.

Quanto aos processados da fruta, 2007 promete ser um ano promissor. Para a castanha de caju, o Sindicaju prevê um crescimento de 10% nas exportações, devido a boa safra 2006/2007. O setor de sucos e polpas também está bem otimista para o próximo ano. Para o mercado interno o Instituto Brasileiro de Frutas espera um crescimento de 14% a 15% para os derivados em geral e 20% para a água de coco. No próximo ano também haverá um aumento da demanda por sucos no mercado externo, segundo Euromonitor - agência de pesquisas do mercado europeu, é esperado um aumento de 8,2% para Ásia e Pacífico; 16,8% para África e Oriente Médio; 14,8% no Leste Europeu, que são os principais mercados emergentes da indústria brasileiras. Para néctares e drinques, Ásia e Pacífico demandarão 38,6% a mais; Oriente Médio, 51%; Leste Europeu, 47,3%; Europa Ocidental, 21,5%; América do Norte, 15,1%; e América Latina 23,3%.

Segurança alimentar

O setor produtivo sofreu este ano com o possível embargo da União Européia para exportação de frutas. Fiscais da UE vieram ao Brasil e exigiram medidas do governo brasileiro para atender aos padrões de monitoramento, rastreabilidade e boas práticas agrícolas, a fim de assegurar a qualidade dos produtos exportados ao bloco. Os exportadores das principais frutas já têm procurado atender às normas da UE, “porém é preciso estabelecer uma legislação que defina os produtos e os limites de resíduos de defensivos principalmente para as culturas de menor porte”, afirma Moacyr Saraiva Fernandes, presidente do IBRAF e da Câmara Setorial da Fruticultura. Neste sentido a Câmara Setorial da Fruticultura, junto com a Anvisa, Ibama e MAPA, estão buscando resolver este impasse, a fim de manter as exportações para este bloco que hoje representa mais de 70% do volume da pauta de frutas frescas. A primeira medida para evitar problemas com a exportação já foi tomada, trata-se da Instrução Normativa 67 publicada em 05 de dezembro, que estabelece o monitoramento de resíduos de agrotóxicos das frutas enviadas ao Bloco. (Click aqui para conferir a IN 67 na íntegra)

Marketing Internacional

Em 2006 o IBRAF em parceria com a APEX-Brasil, realizou várias ações para alavancar as exportações de frutas frescas e processadas. Foram realizadas ações de prospecção em 8 países; mais de 200 lojas de redes internacionais de varejo da Espanha, Canadá e Itália receberam ações de degustação e comercialização das frutas brasileiras atingindo um total de 618.440 consumidores; 3 feiras internacionais tiveram a participação de 51 empresas expositoras, gerando um volume de negócios na ordem de US$ 2,6 milhões eexpectativa de realizar mais US$ 66 milhões devido aos contatos realizados nos eventos; entre outras ações que possibilitaram a consolidação da marca Brazilian Fruit no mercado internacional e a inserção de novas empresas no exterior.

Para 2007 estão previstas ações em novos mercados como os países Árabes e do Leste Europeu, além da inserção de novas redes de varejo nas ações para o consumidor final. Um novo projeto em parceria com o Sebrae-SP de capacitação, Boas Práticas Agrícolas e marketing da fruta paulista será lançado no próximo ano, com o intuito de criar mecanismos para a inserção de novas empresas no mercado internacional.

Degustação de suco brasileiro na Polagra Food

Processados

Em 2006 além das ações de marketing internacional com os processados da fruta, o IBRAF estabeleceu parceria com Agência de Desenvolvimento Industrial – ABDI – para fomentar o setor. O Plano de Desenvolvimento das Frutas Processadas é composto por diversos projetos que engloba toda a cadeia produtiva, desta forma, o plano prevê ações de capacitação, reconversão e recuperação industrial, portal de informações sobre o setor, desenvolvimento tecnológico para garantir a segurança e qualidade dos produtos, e implementação de sistemas de organização agroindustrial. Como exemplo deste último item, podemos citar a Unidade de Processamento Móvel que poderá ser transportada em um caminhão e instalada em pólos de produção de acordo com a safra de cada cultura, aproveitando ao máximo toda a produção.


Linha Móvel de Produção de Polpas e Sucos – Sem Envasamento

O IBRAF visa com todas estas ações promover o crescimento organizado do setor, diminuindo as perdas, agregando valor ao produto e proporcionando a entrada de pequenas e médias empresas no mercado internacional, e espera para o próximo ano continuar proporcionando a união do setor, pois somente com a junção de esforços será possível encontrar soluções e novas oportunidades.

MERCANOTAS
Garantia de bons negócios!
Novos Mercados para a Exportação de Frutas Brasileiras

O Brasil produz mais de 40 milhões de toneladas, porém as exportações de frutas frescas devem fechar 2006 em 830 mil toneladas, ou seja, apenas 2% da produção, tendo como destino principal à União Européia, que hoje concentra 70% do volume das exportações brasileiras. Devido ao grande potencial do Brasil como exportador e a necessidade de diversificar o destino das exportações, o IBRAF fez um levantamento das oportunidades dos principais mercados emergentes: Canadá, Sudoeste Asiático, China, Estados Unidos, Leste Europeu e Rússia.

Canadá

O mercado canadense possui um grande potencial como destino para as frutas brasileiras, aproximadamente 75% das frutas consumidas são importadas, representando um volume de 1,7 milhão de toneladas e correspondendo a 1,9 bilhão de dólares, conforme dados da International Trade Statistics – ITC, e vêm crescendo a uma taxa média anual de 2,9%. O Brasil exportou em 2005 para o Canadá apenas 5,9 milhões de dólares e 9,4 mil toneladas, principalmente de tangerina, manga, melão, mamão e uva de mesa.

China

Para atingir níveis de consumo próximo à média mundial, a China necessitará importar frutas permanentemente. Em 2005, importou mais de 1 milhão de toneladas equivalente a US$ 610 milhões, cerca de 2,7% a mais do que em 2004. O Brasil ainda não exporta oficialmente frutas para a China, pois nenhuma fruta brasileira pode acessar o mercado chinês por motivos fitossanitários. O Brasil, porém, está pleiteando que a China faça Análises de Risco e Perigos (ARP) para manga, uva de mesa, melão, maçã e frutas cítricas, mas as negociações entre as autoridades dos dois países ainda não avançaram muito. Além disso, a China por reciprocidade, está requerendo do governo brasileiro análises para algumas frutas.

Estados Unidos

Os Estados Unidos importaram 7,5 mil toneladas de frutas em 2005, equivalente a US$ 4,6 bilhões, sendo banana, melão, maçã, mamão, limão tahiti, abacaxi, manga e uva de mesa as principais frutas importadas. O Brasil exportou para este grande mercado em 2005, 38 mil toneladas equivalente a US$ 33 milhões, principalmente de manga e papaia. Porém algumas barreiras fitossanitárias restringem o acesso de algumas frutas para este mercado, como: limão, laranja, tangerina, goiaba, figo, abacate, caqui, entre outras.

Rússia

O mercado de frutas frescas na Rússia está em crescimento e muito longe de ser considerado saturado. A velocidade deste crescimento está vinculado ao ingresso das camadas mais pobres da sociedade no mercado de consumo de frutas. As importações no período 2000/2004 cresceram a taxas médias anuais de 25,6%, sendo as principais frutas: banana, maçã, laranja, tangerina, uva e limão. Em 2004 o Ministério da Agricultura foi informado que para exportar frutas frescas para a Rússia basta o tradicional Certificado Sanitário já emitido pelo MAPA.

Polônia

A Polônia juntamente com a República Checa são os dois maiores mercados potenciais para o consumo de frutas no Leste Europeu. O país deverá com seu ingresso na União Européia experimentar uma evolução socioeconômica muito rápida, favorável para o aumento do consumo de frutas, que atualmente é bastante inferior à média européia, correspondendo a 46Kg/pessoa/ano - frutas frescas e processadas -, dos quais 75% corresponde a frutas frescas como maçã, banana e laranja, e com uma variação sazonal muito grande. Para consumir mais frutas e diversificar as variedades necessitarão importar em escala ascendente, devido às limitações edafoclimáticas da região. As importações já estão crescendo a taxas médias anuais equivalentes a 12,8 %.

Emirados Árabes Unidos

Os Emirados, cujos dois principais mercados são Dubai e Abu Dhabi, importou em 2004 cerca de 496.786 toneladas de frutas, equivalente a 253,3 milhões de euros. O Brasil já concorre neste mercado com manga, uva de mesa, laranja e tangerina. As frutas frescas são isentas de direitos aduaneiros, e, quanto a parte sanitária, só é necessário o certificado fitossanitário emitido pelo Ministério da Agricultura. Os Emirados Árabes, bem como os demais países árabes, como Arábia Saudita, Õman e Qatar, têm obtido um crescimento expressivo no consumo de frutas e sucos, por alguns motivos chave: clima quente, alto poder aquisitivo, restrições governamentais para o consumo de refrigerantes (combate a obesidade) e imigração crescente de asiáticos que consomem muitas frutas tropicais.

FLASH! Fique por dentro do que acontece no setor !
Medidas devem agilizar o controle de defensivos  

O Governo Federal anunciou em 05 de dezembro um conjunto de medidas que visam aperfeiçoar a legislação referente ao registro e controle de agrotóxicos no País. Com isso, prevê a Coordenação de Agrotóxicos do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), o prazo de tramitação dos processos de registro desses produtos deverá ser reduzido de quatro anos para 150 dias e o seu custo cairá de cerca de R$ 2 milhões para aproximadamente R$ 200 mil.

O anúncio das medidas foi feito pelo chefe de gabinete do Ministério da Agricultura, Maçao Tadano, pelo secretário-executivo do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa, e pelo secretário-executivo interino do Ministério do Meio Ambiente, Sílvio Botelho, pouco antes da abertura da reunião da Câmara Temática de Insumos Agropecuários, no auditório da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Com as medidas, o Governo Federal objetiva atualizar os procedimentos, assegurar qualidade, segurança, eficiência e, ao mesmo tempo, dar agilidade aos procedimentos de análise de registro e demais atividades de fiscalização e inspeção dos agrotóxicos, em ritmo compatível com o da produção e do consumo.

Entre os avanços normativos estão a revisão do Decreto 4.074, de 2002, que regulamenta a Lei de Agrotóxicos, a publicação de novas resoluções e instruções normativas para a organização e reestruturação dos órgãos estatais responsáveis pelo controle e registro dos agrotóxicos: Ministério da Agricultura, Ministério do Meio Ambiente e Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), do Ministério da Saúde.

O coordenador de Agrotóxicos do Mapa, Luís Rangel, estima que o Mapa tenha cerca de 350 processos aguardando registro. O governo, acrescentou, criará uma força-tarefa para acelerar a concessão desses pedidos. Segundo ele, o trabalho deverá ser concluído até meados de 2007.

Mais informações: www.agricultura.gov.br

Prazo para sugestões de agrotóxicos que precisam de registro termina dia 08 de janeiro

 

O IBRAF estará aguardando a manifestação dos interessados em acrescentar novos produtos que precisam de registro até o dia 08/01/2007, após esta data a relação definitiva dos produtos a serem registrados será encaminhada ao Centro Técnico de Agricultura.

A Relação de Agrotóxicos que necessitam de registro para uso na fruticultura pode ser acessada no site www.brazilianfruit.org.br. As solicitações até o momento foram encaminhadas pelos coordenadores dos Programas de Produção Integrada ou por Associações de Produtores.

Culturas como abacate, carambola, mangaba, entre outros, que já são exportadores, ainda não tiveram solicitações, por isso faz-se necessária à inclusão destas culturas se for o caso.

Para mais informações acessem o site www.brazilianfruit.org.br no link Relação de Agrotóxicos, e envie suas sugestões para  csfruticultura@ibraf.org.br, identificando a cultura.


Boas Vindas aos
Novos Associados do IBRAF:

CT Agroindústria e Com. de Frutos Cítricos

KBZ Empreendimentos Agrícolas

POLPAVIT Ind. E Com. de Polpa de Frutas

SITIO KAWABATA