| Informativo Nº 45- Ano 7- 2006 | www.brazilianfruit.org | ||||||||||||||||||
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| Novos Mercados para a Exportação de Frutas Brasileiras | |||||||||||||||||||
| O Brasil produz mais de 40 milhões de toneladas, porém as exportações de frutas frescas devem fechar 2006 em 830 mil toneladas, ou seja, apenas 2% da produção, tendo como destino principal à União Européia, que hoje concentra 70% do volume das exportações brasileiras. Devido ao grande potencial do Brasil como exportador e a necessidade de diversificar o destino das exportações, o IBRAF fez um levantamento das oportunidades dos principais mercados emergentes: Canadá, Sudoeste Asiático, China, Estados Unidos, Leste Europeu e Rússia. Canadá O mercado canadense possui um grande potencial como destino para as frutas brasileiras, aproximadamente 75% das frutas consumidas são importadas, representando um volume de 1,7 milhão de toneladas e correspondendo a 1,9 bilhão de dólares, conforme dados da International Trade Statistics – ITC, e vêm crescendo a uma taxa média anual de 2,9%. O Brasil exportou em 2005 para o Canadá apenas 5,9 milhões de dólares e 9,4 mil toneladas, principalmente de tangerina, manga, melão, mamão e uva de mesa. China Para atingir níveis de consumo próximo à média mundial, a China necessitará importar frutas permanentemente. Em 2005, importou mais de 1 milhão de toneladas equivalente a US$ 610 milhões, cerca de 2,7% a mais do que em 2004. O Brasil ainda não exporta oficialmente frutas para a China, pois nenhuma fruta brasileira pode acessar o mercado chinês por motivos fitossanitários. O Brasil, porém, está pleiteando que a China faça Análises de Risco e Perigos (ARP) para manga, uva de mesa, melão, maçã e frutas cítricas, mas as negociações entre as autoridades dos dois países ainda não avançaram muito. Além disso, a China por reciprocidade, está requerendo do governo brasileiro análises para algumas frutas. Estados Unidos Os Estados Unidos importaram 7,5 mil toneladas de frutas em 2005, equivalente a US$ 4,6 bilhões, sendo banana, melão, maçã, mamão, limão tahiti, abacaxi, manga e uva de mesa as principais frutas importadas. O Brasil exportou para este grande mercado em 2005, 38 mil toneladas equivalente a US$ 33 milhões, principalmente de manga e papaia. Porém algumas barreiras fitossanitárias restringem o acesso de algumas frutas para este mercado, como: limão, laranja, tangerina, goiaba, figo, abacate, caqui, entre outras. Rússia O mercado de frutas frescas na Rússia está em crescimento e muito longe de ser considerado saturado. A velocidade deste crescimento está vinculado ao ingresso das camadas mais pobres da sociedade no mercado de consumo de frutas. As importações no período 2000/2004 cresceram a taxas médias anuais de 25,6%, sendo as principais frutas: banana, maçã, laranja, tangerina, uva e limão. Em 2004 o Ministério da Agricultura foi informado que para exportar frutas frescas para a Rússia basta o tradicional Certificado Sanitário já emitido pelo MAPA. Polônia A Polônia juntamente com a República Checa são os dois maiores mercados potenciais para o consumo de frutas no Leste Europeu. O país deverá com seu ingresso na União Européia experimentar uma evolução socioeconômica muito rápida, favorável para o aumento do consumo de frutas, que atualmente é bastante inferior à média européia, correspondendo a 46Kg/pessoa/ano - frutas frescas e processadas -, dos quais 75% corresponde a frutas frescas como maçã, banana e laranja, e com uma variação sazonal muito grande. Para consumir mais frutas e diversificar as variedades necessitarão importar em escala ascendente, devido às limitações edafoclimáticas da região. As importações já estão crescendo a taxas médias anuais equivalentes a 12,8 %. Emirados Árabes Unidos Os Emirados, cujos dois principais mercados são Dubai e Abu Dhabi, importou em 2004 cerca de 496.786 toneladas de frutas, equivalente a 253,3 milhões de euros. O Brasil já concorre neste mercado com manga, uva de mesa, laranja e tangerina. As frutas frescas são isentas de direitos aduaneiros, e, quanto a parte sanitária, só é necessário o certificado fitossanitário emitido pelo Ministério da Agricultura. Os Emirados Árabes, bem como os demais países árabes, como Arábia Saudita, Õman e Qatar, têm obtido um crescimento expressivo no consumo de frutas e sucos, por alguns motivos chave: clima quente, alto poder aquisitivo, restrições governamentais para o consumo de refrigerantes (combate a obesidade) e imigração crescente de asiáticos que consomem muitas frutas tropicais. |
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